Texto de Roberto Macedo
Dentro das ações de revitalização do Pelourinho, o vice-prefeito Edvaldo Brito se reuniu hoje (05.04) pela manhã com o subprefeito do Centro Histórico, José Augusto Leal, para discutir diversos temas ligados à região, entre eles segurança, o calendário cultural e a criação de novos atrativos. Está marcada para o próximo dia 14 uma reunião do vice-prefeito com a Polícia Militar, a Guarda Municipal, a Fundação Gregório de Matos, a Saltur e diversos órgãos municipais, quando serão discutidas intervenções imediatas no Centro Histórico
O Pelourinho continua sendo uma ação permanente. A pintura das casas em janeiro passado pela Coral foi resultado de uma reunião que o vice-prefeito fez com o prefeito e empresários da indústria de tintas, contando com o apoio do IPAC e do IPHAN. Agora, passada a alta estação turística, o trabalho continua e é preciso fazer novas parcerias.
No encontro de hoje, o subprefeito Augusto Leal deixou claro que, para ele, a questão principal do Pelourinho é a segurança: “O mais urgente aqui é a segurança pública ostensiva. Essa deve ser a primeira providência para dar seqüência às outras. Não adianta promover nada sem segurança. O problema não são os moradores do Pelourinho, mas os do entorno”.
O subprefeito acredita que prédios ociosos devem abrigar grandes casas de shows, de que a cidade é tão carente. E cita os prédios dos antigos cinemas Pax, Jandaia e Excelsior como locais ideais para esses empreendimentos. Somente o Pax tem capacidade para mais de três mil espectadores. Ele defende também um calendário cultural, com apresentação de filarmônicas do interior do estado e grupos folclóricos, feiras literárias e seminários, entre outros eventos. “Há quanto tempo não temos um concerto de música barroca nas igrejas da área?”, pergunta Leal.
Para o vice-prefeito, a sustentabilidade do lugar é resultado da presença do soteropolitano, pois a alta estação turística dura somente três meses. E depois? “Dá-se a impressão que o poder público só se preocupa com o turista, o que não é verdade. Minha preocupação constante é com o soteropolitano, que precisa fazer desse local uma área de lazer, como acontece em grandes cidades do mundo”, disse Edvaldo Brito, chamando a atenção também para a questão dos impostos: “Devemos reavaliar o assédio por tributação, o que é inaceitável sob o ponto de vista do professor de direito tributário. A administração municipal fica em busca de valores insignificantes, quando há um decreto de estímulo às atividades aqui no Pelourinho”, enfatizou.
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