De Moacir Assunção
"A vitória no Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento do recurso do Estado contra a censura imposta pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), da tese segundo a qual o Judiciário poderia tutelar a imprensa e impor a censura prévia, tem causado forte repercussão no meio jurídico. O professor de direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da ONG Conectas, voltada à defesa dos direitos humanos, Oscar Vilhena, e o presidente da comissão de direito constitucional da OAB-SP, Antonio Carlos Ribeiro do Amaral, rechaçaram a ideia, criticada também no voto vencido do decano do STF, ministro Celso de Mello, para quem "o poder geral da cautela é o novo nome da censura em nosso País". Na visão de Vilhena, a tese "fere brutalmente a Constituição".
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