De e-mail do Grupo Não Fazemos Parte do Problema Somos a Solução:
"Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular".
Ser jovem sempre foi expressão de mudanças, novidades, esperanças, mas parece que o Brasil está perdendo essa expressão. Ao contrário das décadas anteriores aos anos 90, percebe-se que a nossa juventude perdeu espaço na sociedade e o que assistimos hoje é uma juventude desprovida totalmente de educação, cultura, lazer, com desprezo pela política.
De um lado, o(a)s jovens branco(a)s consumido(a)s pelo consumismo e do outro o(a)s jovens negro(a)s, sem esperança de futuro e morrendo sem motivo. O que é que há?
Do nosso ponto de vista, afirmamos que o que vem ocorrendo é a construção de uma sociedade que tem no jovem apenas o utilitarismo, seja no esporte, lazer, trabalho, cultura e principalmente na política. As famosas organizações juvenis, que no passado serviram de espelho e esperança para o(a)s jovens, como as agremiações estudantis, as ligas esportivas comunitárias, os grupos culturais, hoje desempenham um papel vil. Ao invés de estimular o(a) jovem a ingressaram nestas organizações como espaço de se fazer ouvir e construir alternativas para a vida de todo(a)s, os coloca no caminho sem fim.
A juventude precisa saber que durante a escravidão e a colonização brasileira, várias revoluções e resistências foram estabelecidas tendo como protagonistas lideranças negras, excluídas da história oficial do Brasil, a exemplo: do Quilombo dos Palmares (1580/1695); Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1794/98); Revolução dos Búzios, (1798); Revolta dos Malês (1811/35); Independência da Bahia (1823); Sabinada (1834/37); Cabanagem (1835-1840); Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha (1835/45); Balaiada (1838/41), etc. Em 1888 o fim da escravidão veio após muita luta e sangue dos nosso(a)s, os senhores de escravo então trouxeram imigrantes branco(a)s que ganharam terra e apossou-se do Brasil.
Para a população negra não basta apenas ter representantes, se faz necessário se fazer representar, e isto só é possível se optarmos em votar em gente igual à gente, não apenas no discurso, mas igual fundamentalmente nos aspectos físicos, tão rejeitados antes, durante e após escravidão.
“Chicote, mordaças e correntes, invisíveis, porém existentes”
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