Da Ascom da Câmara de Salvador:
A Constituição Brasileira determina que toda forma de negligência, violência e opressão contra a criança e o adolescente deve ser combatida pelo Estado e pela sociedade.
Para fazer valer o preceito constitucional, o vereador Paulo Câmara (PSDB) sugeriu ao prefeito João Henrique, através de dois projetos de indicação, a criação de abrigos públicos em Salvador para amparar adolescentes entre 14 e 17 anos e usuários de psicoativos.
Instrumentos para garantir o direito à vida e à dignidade dos jovens, os abrigos acolheriam vítimas de violência sexual e exploração sexual, além daqueles em situação de risco.
Para justificar a proposta de construção de um abrigo público, voltado a jovens de 14 a 17 anos, o vereador alegou a ausência de equipamentos do gênero na capital.
Segundo Paulo Câmara, presidente da Frente Parlamentar de Prevenção e Combate à Pedofilia da Câmara Municipal de Salvador, o cenário atual de violência contra essa parcela da população é preocupante e resulta em um número significativo de vítimas sem acolhimento.
No Legislativo Federal, o vereador Paulo Câmara observou os debates sobre o tema.
Ele citou a aprovação, pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, instituída no Senado, de um projeto de lei que tipifica o crime de pedofilia e estabelece pena de prisão de 16 a 30 anos para quem praticar violência sexual contra crianças ou adolescentes, caso a vítima venha a morrer.
Para adolescentes usuários de drogas, o vereador acredita que a presença de um abrigo específico em Salvador para amparar esse público é de fundamental importância.
O vereador valoriza a criação de um abrigo, mas não descarta a necessidade de se “entender o fenômeno do uso abusivo de drogas”.
Baseado na obra do psicanalista inglês Donald Winnicott, ele afirma:
“A partir da compreensão de transtornos psicopatológicos e de tendências anti-sociais, é possível refletir sobre o uso de entorpecentes como uma marca do indivíduo em sua interação com o mundo”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário