Da Veja Online
Durante sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo na capital paulista, nesta segunda-feira, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, considerou debochada a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao caso de quebra de sigilo fiscal de sua filha Verônica Serra e de outras quatro pessoas ligadas a sua campanha.
O tucano também acusou o PT de conviver com desconforto com a democracia e disse não ver consequências eleitorais no episódio.
“Ele fez deboche de uma questão séria”, afirmou Serra.
Segundo ele, o que Verônica e os tucanos sofreram foi uma ação criminosa, mas não o preocupa do ponto de vista dos votos que ele pode perder ou ganhar com o momento.
“Eu não acho que o principal aspecto desse episódio seja eleitoral, ao contrário do que muitos setores da imprensa têm considerado. Eu acho que é de outra natureza. Tem a ver com a democracia, com os direitos individuais, com o estilo, as características e a atuação do PT, que é um partido que convive com a democracia, mas não convive bem, convive com desconforto, porque no fundo da alma, e às vezes até na superfície, não são democratas”.
Serra, que foi exilado no Chile durante a ditadura militar brasileira, comparou a violação de sigilo sofrida nessas eleições à opressão do governo Pinochet.
Ele contou que soldados apontaram armas para seus filhos e a própria Verônica, aos 4 anos, o viu ser preso e algemado.
“Enfrentamos até o Pinochet e bem ou mal saímos dessa. Vem para o Brasil e os direitos individuais dela são desrespeitados dessa maneira, põe família no meio”.
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