segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dunga dirige palavroes e xinga jornalista da Rede Globo

Marcos Penido e Tadeu de Aguiar, de O Globo

A boa atuação da seleção brasileira e a convincente vitória sobre a Costa do Marfim seriam razões suficientes para alegrar qualquer treinador numa Copa do Mundo. Para Dunga, no entanto, não foi o bastante.

Ainda que, vez por outra, ressaltasse as qualidades da equipe, o técnico brasileiro preferiu passar boa parte da entrevista xingando o jornalista Alex Escobar, da Rede Globo, entre uma e outra resposta. Isso porque ele achou que o jornalista teria desaprovado, com a cabeça, um de seus comentários.

— Algum problema? Algum problema? — disse Dunga, balbuciando uma série de palavrões que vazaram no sistema de som da sala de entrevistas.

De nada adiantou o jornalista explicar que não estava falando com ele. Dunga passou a agredi-lo com os palavrões.

Nos quase 30 minutos seguintes, o técnico foi irônico outras vezes, sempre tendo a imprensa como alvo. No fim da entrevista, Dunga, ainda irritado, continuou pronunciando outros xingamentos e palavras impublicáveis.

(...) Mesmo reclamando da atuação do árbitro francês Stephane Lannoy e da expulsão de Kaká, Dunga viu uma vantagem devido à situação do Brasil:

— Foi pena, porque o Kaká estava pegando novamente a confiança. Mas vamos ter jogos em espaços mais curtos de tempo, e ele vai poder dar uma descansada e ser bem preparado para entrar em um momento importante.

Quando analisou o jogo contra a Costa do Marfim, ele aproveitou para soltar as suas farpas contra a atuação do árbitro francês Stephane Lannoy.

Durante a partida, Dunga já tinha mostrado sua revolta com xingamentos para Lannoy. E até para Drogba que, ainda no campo, foi chamado de "Drogba de merda!".

— Todos que gostamos de futebol pensamos em um espetáculo bonito. Mas as pessoas que controlam o futebol devem fazer o seu papel. Fica difícil mostrar o futebol-arte que pedem com o árbitro que apitou o jogo hoje.

Sobre Kaká, disse que foi a primeira vez que viu um jogador de boa técnica ser punido por querer jogar futebol, enquanto outros que cometeram faltas seguidas sequer foram advertidos:

— O jogo estava bom para mim, porque eu ia poder fazer falta à vontade e o juiz ainda ia me dar parabéns — ironizou

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